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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Menos mestrados, mais doutorados e a privatização silenciosa: qual o futuro da pós-graduação brasileira?

 


    O sistema de pós-graduação brasileiro está em plena transformação estrutural. Dados do Mapa do Ensino Superior 2026, do Instituto Semesp, revelam um movimento contraditório: o doutorado cresceu quase 16% no país, impulsionado principalmente pela rede privada (+34,6%), enquanto o mestrado sofreu retração de 15,6% nas universidades públicas. Ao mesmo tempo, a modalidade a distância avança na pós-graduação stricto sensu, já reunindo 28,4% dos mestrandos e 17,6% dos doutorandos. Esse cenário reacende o debate sobre modelos de formação e carreira acadêmica.

    A ampliação do doutorado direto — caminho que permite ao aluno pular o mestrado e ingressar diretamente no doutorado — é apontada como uma estratégia para reduzir o tempo de formação de pesquisadores. Como defende Sergio Lazzarini, do Insper, um estudante com consistente trajetória de iniciação científica pode estar preparado para o doutorado sem passar pelos dois anos de mestrado. Para Denise Pires de Carvalho, presidente da Capes, essa é uma tendência internacional que “faz sentido para estudantes que chegam ao fim da graduação já preparados para desenvolver pesquisa”. Reduzir o ciclo de formação de pesquisadores é essencial para ampliar a oferta de profissionais qualificados e tornar o sistema mais ágil.

    No entanto, a ênfase quase exclusiva na formação de pesquisadores revela uma lacuna preocupante: a pós-graduação brasileira forma predominantemente cientistas, mas negligenciar a preparação de professores para o ensino superior. Como bem observa Celso Capilongo, da PUC-SP, a procura por cursos de pós-graduação diminuiu após a pandemia — e um dos motivos pode ser o desestímulo gerado pelo formato híbrido ou virtual. Mas a questão de fundo é mais grave: muitos programas de mestrado e doutorado preparam seus alunos para a pesquisa, mas não para a docência universitária, que exige competências pedagógicas específicas.

    A solução passa por uma revisão ampla da formação superior brasileira, como sugere a própria presidente da Capes, mas com um olhar específico para a formação docente. Programas de pós-graduação deveriam incluir, como componente obrigatório, disciplinas de didática, metodologias ativas e gestão de sala de aula — especialmente em um cenário de expansão do EAD e de mudanças no perfil dos estudantes. Além disso, seria necessário repensar a duração dos cursos: no Brasil, o doutorado dura, em média, quatro anos, enquanto em outros países o ciclo é de três anos. Essa rigidez, combinada com a falta de preparação pedagógica, contribui para formar pesquisadores tecnicamente competentes, mas professores despreparados.

    Apesar da gravidade das transformações em curso, as mudanças nos programas de mestrado e doutorado são raramente debatidas com a profundidade que merecem. Discute-se a ampliação de vagas, o financiamento da Capes e o crescimento da rede privada, mas pouco se fala sobre o que se ensina e como se ensina na pós-graduação. O silêncio sobre a formação pedagógica dos futuros docentes é um sintoma de que o sistema ainda trata a pesquisa como fim último, e o ensino como subproduto. Enquanto não colocarmos a docência no centro do debate da pós-graduação, continuaremos a formar gerações de professores que sabem pesquisar, mas não sabem ensinar — e o Brasil continuará a ter uma educação superior de qualidade desigual.

 

Referência

 
VICTORINO, Adriana. Menos mestrados, mais doutorados e busca por faculdades privadas: o que mudou na pós-graduação. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 29 jul. 2026. 

 

Angelo Antonio Davis de Oliveira Nunes e Rodrigues  
  Professor de Ciências Contábeis / Liderança em Educação Superior
Graduação, Mestrado e Doutorado pela USP

 

 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Vamos falar sobre docentes negros no Brasil

 

  


  Apenas 21% dos professores universitários no Brasil se autodeclaram pretos ou pardos, uma realidade gritante frente aos 55,5% da população brasileira que integram esse grupo. Os dados do Censo da Educação Superior de 2023 expõem uma subrepresentação profunda, agravada nas regiões Sudeste e Sul, onde os docentes brancos podem chegar a quase 80% do quadro. Mesmo com a Lei de Cotas em vigor desde 2014, o avanço é lento e revela um abismo entre a democratização do acesso discente e a composição do corpo docente, com impactos diretos no senso de pertencimento dos estudantes e na pluralidade do conhecimento produzido.

 

    Na Universidade de São Paulo (USP), epicentro desse debate, a política afirmativa para contratações tem sido alvo de críticas e ações judiciais. A Defensoria Pública questiona a eficácia da Resolução 8434/2023, que aplica bonificações apenas em novos concursos, resultando em um tímido crescimento de 2,64% para 3,96% de docentes negros entre 2022 e 2025. A Pro-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (PRIP) busca reverter essa lógica com iniciativas como uma lista de pesquisadores pretos para compor bancas, visando diversificar os processos seletivos. No entanto, a efetividade dessas medidas foi colocada em xeque pelo conturbado caso da professora Érica Bispo. Aprovada em um concurso para literaturas africanas em 2024, ela teve sua nomeação revogada pela USP sob alegação de suspeição da banca por amizade com avaliadoras – ela nega e alega racismo. A Justiça, posteriormente, determinou o cancelamento do novo edital aberto para a vaga, evidenciando as tensões e complexidades na implementação prática das políticas de inclusão.

 

    Em contraponto à estratégia gradualista, a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) adotou uma medida mais incisiva em 2025, ampliando para 40% a reserva de vagas para docentes negros em seus concursos. A decisão, aprovada após consulta à Procuradoria Federal, é uma resposta direta ao histórico da instituição: entre 2014 e 2023, apenas 5% das vagas de concurso foram ocupadas por cotistas pretos ou pardos, muito abaixo da cota legal de 20%. A reitoria defende a medida como uma reparação histórica necessária, já que a universidade atende um público discente majoritariamente formado por pretos e pardos, e busca garantir que seu quadro docente finalmente reflita essa realidade.

 Fonte: Canal Futura

    A luta por representatividade docente não é uma exclusividade brasileira. Nos Estados Unidos, universidades da Ivy League, como Harvard, têm programas agressivos de "diversity hiring" e metas para diversificar seus corpos docentes, enfrentando, porém, ações judiciais que questionam a constitucionalidade dessas ações. No Reino Unido, a campanha #WhyIsMyCurriculumWhite ganhou força nas universidades, pressionando por maior diversidade tanto no conteúdo ensinado quanto no perfil dos professores. Já na África do Sul, após o fim do apartheid, universidades como a da Cidade do Cabo (UCT) implementaram políticas de equidade de emprego (Employment Equity Act) para corrigir desequilíbrios raciais herdados, um processo contínuo e desafiador que ecoa os esforços em curso no Brasil.

Angelo Antonio Davis de Oliveira Nunes e Rodrigues

Referências

NAHAS, Isabela (sob supervisão de Silvana Salles). Ação judicial crítica política afirmativa da USP na contratação de docentes. Jornal da USP, São Paulo, 15 ago. 2025. 

BRASIL DE FATO (Redação). UFRB amplia para 40% a reserva de vagas para negros(as) em concursos para docentes. Brasil de Fato, Salvador, 17 fev. 2025. 

LUCCA, Bruno. Justiça determina que USP cancele concurso aberto após candidata negra perder vaga. Folha de S.Paulo, São Paulo, 17 dez. 2025. 

FIGUEM SABENDO. Apenas 21% dos docentes do ensino superior são negros. CRUB - Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras, Brasília, 18 nov. 2024. 

YAMAMOTO, Erika. USP disponibiliza lista de docentes pretos, pardos e indígenas aptos a integrar bancas de seleção. Jornal da USP, São Paulo, 8 dez. 2022. Atualizado em: 2 jul. 2025. 

 

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Docentes Negros Importam

 

                                                
 

    A presença de professores negros em sala de aula pode ser um fator decisivo para o sucesso acadêmico e profissional de estudantes negros. É o que sugere uma pesquisa conduzida no Brasil, que acompanhou milhões de alunos ao longo de mais de uma década, analisando os efeitos de curto e longo prazo da representatividade racial no corpo docente.

    Atualmente, a desigualdade racial persiste no sistema educacional brasileiro. Dados do Censo Escolar de 2024 indicam que apenas 44,4% dos professores são negros, em contraste com 55% da população nacional que se declara preta ou parda. Essa subrepresentação é ainda mais acentuada no ensino superior, onde apenas 15,2% dos docentes em universidades públicas são negros.

 


    A pesquisa, realizada pelo economista Pedro Lopes, revela que aumentar a proporção de professores negros de 0% para 50% em uma sala de aula eleva a probabilidade de alunos negros concluírem o ensino médio em 1,99 pontos percentuais, ingressarem na faculdade em 3,9% e se formarem até os 25 anos em 5,2%. O estudo também constatou ganhos salariais na idade adulta e uma redução de até 60% na disparidade de renda entre estudantes brancos e negros da mesma escola, sem impactos negativos para os alunos brancos.


 

    Iniciativas para fomentar a diversidade docente vêm ganhando espaço globalmente. Nos Estados Unidos, programas como o “Call Me Mister” buscam recrutar e formar professores negros. No Reino Unido, a campanha “BAMEed Network” promove a igualdade racial na educação. Esses esforços apontam para a importância de políticas públicas focadas não apenas no recrutamento, mas também na retenção e no apoio à carreira de educadores negros, reconhecendo seu papel crucial na quebra de ciclos de desigualdade.

Angelo Antonio Davis de Oliveira Nunes e Rodrigues

 

Referências

LOPES, P. The short- and long-run impacts of black teachers: evidence from Brazil. São Paulo: Sao Paulo School of Economics - FGV, 2025. Working paper. Disponível em: [Link não disponível - aguardando publicação formal]. Acesso em: 16 dez. 2025.

OSAKABE, M. Presença de professor negro pode levar alunos mais longe. Valor Econômico, São Paulo, 9 dez. 2025. Disponível em: https://valor.globo.com/brasil/noticia/2025/12/09/presenca-de-professor-negro-pode-levar-alunos-mais-longe.html. Acesso em: 16 dez. 2025.

A fonte da primeira e da segunda imagem são da UFSM e o vídeo pertence ao Canal Futura. 

 

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Da Visão da Tesla à Sala de Aula: Como a Revolução dos Robôs Humanoides Vai Transformar a Universidade

 


Foto do Robô da Tesla 

    Quando Elon Musk anuncia que os robôs Optimus da Tesla poderão eliminar a pobreza e tornar o trabalho humano obsoleto, estamos diante de mais do que um avanço tecnológico - estamos diante de uma nova filosofia de mundo. Assim como a Tesla redefiniu a indústria automotiva com seus carros elétricos, sua visão atual propõe uma reengenharia completa da sociedade. Se essa perspectiva se concretizar, as universidades - pilares centrais do nosso modelo social atual - não poderão permanecer as mesmas. Esta análise explora como o ensino superior pode não apenas se adaptar, mas liderar essa transição para uma era pós-trabalho.

                                                                Reportagem da Times Brasil

 

O Futuro do Ensino Superior na Era da Automação Radical

    O anúncio da produção em massa do robô Optimus e a possível obsolescência do trabalho humano tradicional sinalizam uma disrupção que atingirá em cheio o ensino superior. Se a visão de Musk se concretizar - onde robôs realizam desde tarefas industriais até procedimentos cirúrgicos - a própria razão de ser das universidades será desafiada.

    A formação estritamente profissionalizante, base de muitos cursos, tornará-se progressivamente irrelevante para funções que serão automatizadas. Muitas profissões verão suas tarefas técnicas serem assumidas por sistemas de IA e robôs com precisão superior. Em vez de formar para empregos específicos, o ensino superior precisará forjar capacidades exclusivamente humanas: pensamento crítico complexo, criatividade transdisciplinar, inteligência emocional e ética aplicada a novas tecnologias.

 

 

Estratégias para uma Transição Bem-Sucedida

    Para não apenas sobreviver, mas prosperar nesse novo cenário, as instituições de ensino podem adotar estas alternativas:

  1. Currículos Híbridos e Adaptáveis: Combinar tecnologia com humanidades, artes e ciências sociais, criando programas que se modificam conforme as necessidades do mercado emergente.

  2. Ênfase nas Competências Humanas Irreplicáveis: Priorizar a solução de problemas complexos, a comunicação empática, a liderança colaborativa e a capacidade de aprendizagem contínua.

  3. Modelos de Educação Permanente: Oferecer percursos educacionais modulares, com microcredenciais e atualizações constantes, acompanhando a velocidade das transformações.

  4. Ecossistemas de Inovação Integrados: Desenvolver laboratórios onde alunos, professores e indústria criam soluções para os desafios dessa nova sociedade.

  5. Preparação para Múltiplas Carreiras: Formar indivíduos capazes de se reinventar profissionalmente várias vezes ao longo da vida, em resposta aos novos contextos criados pela automação.

Janela de Adaptação: Os Próximos 5 a 10 Anos

    Não há uma data exata para essa transição, mas os sinais indicam que os próximos 5 a 10 anos serão determinantes. Esta não é uma corrida contra as máquinas, mas uma oportunidade para as instituições de ensino se reposicionarem como faróis de desenvolvimento humano em um mundo de abundância tecnológica.

    Assim como a visão de Musk para a Tesla vai além dos carros elétricos rumo a um ecossistema de energia e mobilidade, o ensino superior deve transcender sua função tradicional de formação profissional para se tornar o alicerce de uma sociedade onde o valor humano é medido pela capacidade de criar, adaptar-se e dar significado a um mundo de possibilidades tecnológicas quase ilimitadas.

O Papel Fundamental do Ensino Superior no Futuro

    Num mundo transformado pela automação radical, o ensino superior assumirá um papel ainda mais vital: será o farol que guia a sociedade na navegação ética, criativa e humana desse novo território. Longe de se tornar obsoleto, transformar-se-á no espaço central onde se desenvolverão as competências que verdadeiramente nos definem como espécie - a capacidade de sonhar, de questionar, de criar significado e de tecer os fios invisíveis que constituem uma sociedade coesa. Num contexto onde as máquinas assumirão as tarefas, caberá às universidades a nobre missão de responder às perguntas mais essenciais: para que destinamos nosso tempo quando o trabalho não é mais uma necessidade? Como distribuímos a prosperidade gerada pelos robôs? Que valores orientarão nossa convivência nessa nova realidade? Assim, o ensino superior deixará de ser principalmente um trampolim para o mercado de trabalho para se tornar a oficina onde forjamos o futuro da experiência humana, garantindo que o progresso tecnológico esteja sempre a serviço de uma sociedade mais sábia, justa e profundamente humana.


Como Seria a Universidade Tesla: Um Modelo de Educação para a Era da Automação Radical

    Inspirada na visão futurista de Elon Musk e na cultura de inovação disruptiva da Tesla, uma "Universidade Tesla" representaria uma ruptura completa com o modelo educacional tradicional. Seria uma instituição onde a teoria e a prática se fundem completamente, preparando os alunos não para o mundo como ele é hoje, mas para o mundo que a Tesla está ajudando a construir.

Estrutura e Princípios Fundamentais

  1. Currículo Centrado em Grandes Desafios (Moonshot Curriculum): Não haveria departamentos tradicionais como Engenharia ou Biologia. Em vez disso, os alunos se matriculariam em "Missões" interdisciplinares, como "Eliminação da Pobreza Energética", "Colonização de Marte" ou "Cura do Envelhecimento". A aprendizagem de matemática, programação e ética ocorreria no contexto de solucionar esses problemas.

  2. Domínio da Simbiose Humano-Máquina: O curso mais importante da universidade seria "Colaboração com IA e Robótica". Os alunos não aprenderiam apenas a programar robôs como o Optimus, mas a gerenciar, projetar e interagir com eles como parceiros cognitivos, maximizando o potencial tanto humano quanto artificial.

  3. Campus como uma "Fábrica do Futuro": O campus seria, ele mesmo, um laboratório de produção e inovação. Os alunos passariam metade do tempo em salas de aula imersivas e a outra metade na "Linha de Montagem de Aprendizado", trabalhando ao lado de robôs na prototipagem de novos produtos, desde baterias até veículos autônomos. A falha seria não apenas tolerada, mas celebrada como parte essencial do processo de inovação.

  4. Avaliação por Projetos e Impacto Real: Não existiriam provas ou notas tradicionais. O progresso seria medido pela contribuição do aluno para projetos reais, por patentes registradas, por artigos publicados e pela capacidade de um protótipo funcionar e ser escalonado. O "diploma" seria um portfólio vivo de conquistas tangíveis.

  5. Foco em Energia e Sustentabilidade como Moeda Fundamental: Alinhado com a visão de Musk de que a riqueza futura será medida em energia, a universidade teria um forte foco em ciência de materiais, física de plasma, captação e armazenamento de energia, tratando-a como a disciplina central para qualquer área de atuação.

O Papel do Professor e do Aluno

  • Professores como "Líderes de Missão": Seriam uma mistura de acadêmicos, engenheiros da Tesla e visionários, cujo papel é desafiar, orientar recursos e remover obstáculos para as equipes de alunos.

  • Alunos como "Estagiários do Futuro": A admissão seria baseada na capacidade de resolver problemas complexos e no potencial de impacto, não em notas do ensino médio. Os alunos seriam tratados como funcionários-em-treinamento, com grande autonomia e responsabilidade.

    A Universidade Tesla não formaria simplesmente profissionais; formaria "arquitetos do futuro". Seu objetivo seria criar uma geração de líderes que não apenas se adaptam à disrupção tecnológica, mas que são os próprios agentes dessa disrupção, capazes de operar no sistema econômico redesenhado que a visão da Tesla prevê. Seria, em essência, o centro de treinamento para construir e habitar o mundo que Elon Musk imagina.

Por Angelo Antonio Davis de Oliveira Nunes e Rodrigues 

 

 

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

A Voz que Ensina: Minha Razão de Ser na Universidade




 

Para mim, ser professor universitário é realizar um sonho de infância, cultivado em uma família de docentes e inspirado por minha mãe. Descobri que nada é mais importante do que poder ajudar alguém por meio do ensino. Essa crença é o alicerce da minha jornada.

A sala de aula é onde a magia acontece, mas a realização vai além: é a beleza da pesquisa, a alegria da extensão e o prazer estratégico de criar novos cursos e contribuir para o crescimento da instituição. Já vivi os dois lados: a relativa estabilidade do setor público e os desafios da rede privada, onde a falta de estrutura exige criatividade e gestão afiada.

Foi nesse ambiente dinâmico, como reitor, que pude liderar a transformação de cursos, elevá-los à nota máxima no MEC e ver a captação saltar. Mas, entre todos os números e conquistas, a maior realização continua sendo a mesma: ver o brilho nos olhos de um aluno que entendeu, cresceu e conquistou seu lugar no mundo.

Por fim, quero prestar minha homenagem a todos os meus colegas professores, que diariamente dedicam suas vidas a semear conhecimento e transformar vidas. O trabalho de vocês é fundamental para o nosso país. E, acima de tudo, agradeço a Deus pela graça de poder exercer essa missão com tanto amor e propósito. Esse é o meu verdadeiro legado. 

    Angelo Antonio Davis de Oliveira Nunes e Rodrigues