O estudo da Hoper Educação em
parceria com a Abmes, divulgado em 22 de maio de 2026 com base na análise de
80% dos cursos do país, revela uma inflexão histórica no mercado de ensino
superior privado brasileiro. Pela primeira vez desde 2015, os valores
medianos das mensalidades caíram tanto no presencial (queda de 4,3%) quanto EAD (
A engenharia foi um dos cursos com quedas mais expressivas: a mediana despencou de R$ 1.743 para R$ 967 em 2026. O movimento reflete a migração de alunos para o EAD e para o modelo semipresencial. O estudo aponta que a grande competitividade entre instituições, aliada à pressão inflacionária e à perda de poder aquisitivo das famílias, força as IES a conceder mais descontos. “Quem não mostrar diferencial precisa disputar preço”, resume Caio Polizel, Executivo da Hoper.
Diante da queda generalizada dos preços e da escalada dos custos operacionais, entender o motivo do seu curso estar concorrendo no mercado somente pelo preço pode ser a melhor forma de enfrentar esta crise financeira, que poder funcionar como um sinal de alerta para uma crise maior, que é a falta de qualidade de muitos cursos universitários no país.
Assim, se o seu curso está nesta situação, uma forma de enfrentar o problema é agregar valor ao serviço prestado por meio da revisão do seu Projeto Pedagógico, escolha de uma equipe de docente bem formada, bem como montar um programa de estágio que seja capaz de auxiliar o aluno na construção da sua carreira. A grande questão por baixo da queda do valor da mensalidade média é entender o motivo do curso não possuir boa avaliação por parte do mercado e do MEC.

